domingo, 10 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Entrevista com Narcélio Grud
O blog Arte Rua DF finalmente tem o prazer de postar uma entrevista com um artista brasileiro incrível, abrindo uma sessão de entrevista com artistas de outros estados brasileiros, mostrando a visão da arte de rua nacionalmente. Narcelo é um artista que possui um arsenal com técnicas e versatilidade. Nasceu e mora em Fortaleza, e como muitos artistas aqui do DF, já chegou a dar um giro pela Europa. O projeto amplia a sua visão e vai além do estado do Distrito Federal, alcançando pessoas com estilos de bastante diferentes resultando em opiniões diversificadas.
A primeira arte é de Narcelo, a segunda é seu auto-retrato pintado na frança por seu amigo Sismik Npk.
Também há alguns vídeos do trabalho de Narcélio na rua, confiram:
http://blip.tv/isaac-hacksimov/limpia-tu-coraz%C3%B3n-5492051
Vamos a entrevista,
1 – Desde quando e
como você começou a grafitar nas ruas?
Meu inicio no graffiti se deu através da pichação,
no início dos anos 90 aqui em Fortaleza. Foi meu primeiro contato com a tinta
spray. Já nessa época, fazia junto a minha tag, alguns desenhos, ensaiando o
que viria a fazer tempos depois. Migrei pra aerografia, pois a lata de spray
tinha um custo alto e era de baixa qualidade, enquanto que o aerógrafo me
possibilitava uma precisão de traços. Em 2007 comecei a ter contato com os
materiais importados, que me instigaram novamente a utilizar o spray nos meus
trabalhos.
2 - Defina Arte
Urbana.
Arte urbana é toda a arte feita na rua, que usa
como suporte mobiliário e utensílios da rua. Pensada para o livre acesso das
pessoas. Pra mim, a arte urbana é livre, onde se pode utilizar do grafite, da
escultura, de qualquer meio que possa ser utilizada para transmitir, impactar,
instigar...
3 - O que o grafitti
representa na sua vida?
O graffiti pra mim é uma diversão! Uma instigação
que me impulsiona no dia a dia, que me faz feliz! É uma química massa que sinto
quando estou pintando, uma espécie de transe... Entro nele e viajo... O tempo
passa rápido e é sempre um aprendizado.
4 – Cheguei a ver
alguns stickers no álbum do seu facebook, como você define seu estilo da sua
arte?
Estou a procura de um estilo... Já consigo ver
algum sinal de um DNA, de uma coisa que me acompanha nesse processo de busca...
Gosto de tudo que me atrai e quero ser livre para poder experimentar, testar
possibilidades, outros meios do fazer. Acho que quando achar um estilo vou procurar
outra coisa...
5 – Vi que você
espalhou alguns stickers pelo mundo, me conte como foi essa experiência. Além
dos stickers chegou a pintar em algum lugar?
Na real não fazia trabalhos com stickr e lambe lambe, foi na minha
primeira viagem ao exterior que comecei a fazer, porque não é tão simples
pintar em outros países... Na Espanha, por exemplo, existem multas se você for
pego grafitando na rua... Comecei a pintar em adesivos, em papel, porque daí
ficava mais rápido de agir quanto a colocar o trabalho na rua. E dai por diante
uso essas técnicas como forma de expressão.
Conhecer outros lugares, outras culturas é algo muito bom! Enriquece o
espírito e muda o jeito que agente compreende o mundo... Outros meios de
socialização, de estrutura urbana... Muito massa!!!
6 – Você possui
alguma conexão com a arte urbana de outros estados do Brasil?
Tenho muitos amigos que trabalham com arte urbana
em outras cidades... Já fiz trampos em algumas cidades e agora estou
trabalhando na produção de um evento aqui em Fortaleza... Conexões muitas sendo
realizadas.
7 – Já ouviu falar ou
conhece a Arte Urbana de Brasília? Fale um pouco do que sabe sobre a arte de
Rua do DF.
Sim, já fui a Brasília, gostei muito da estrutura... vi alguns trampos
nas ruas... Conheço o trampo do Guga um Recifense que vive ai, mas ainda não
conheço muito a galera dai... Pretendo um dia poder conhecer e fazer algumas
ações tb.
8 – Como é a cena da
arte urbana em fortaleza?
A cena em Fortaleza esta crescendo, tem muita
galera agindo, grupos que estão a um tempão na estrada e uma galera nova também...
Como todas as cidades distantes do grande centro do país, as coisas realizadas
aqui não tem muita divulgação nacional. Mas temos bons artistas, pessoas que
estão num nível que não deixa a desejar quanto a artistas de Sampa e outros
países.
9 – Qual a sua visão
sobre a arte urbana do Brasil em comparação a outros países? O que está
faltando no Brasil?
No Brasil temos um diferencial forte quanto ao restante do mundo... Vejo
que temos um estilo próprio, que é meio independente do que rola por ai. Mas também
tem algo que está meio universal, que vemos em qualquer lugar do mundo. O
nordeste é muito rico culturalmente e serve de influencia pra muita gente,
podemos ver traços de xilogravura, de personagens tipicamente nordestinos no
trabalho de alguns cabeções de Sampa. Os caras bebem da cultura daqui, mas não
vemos seus trabalhos nas ruas dessa região. Foram poucos os que vieram pintar
por aqui...
Temos ótimos artistas e precisamos nos organizar melhor...Pra frente e
avante!!!!
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Entrevista com Jão Stoned
Arte Rua DF entrevista
Jao Stoned.
Faça uma breve
descrição sobre você...
i’m a stoned man! hahaha
1 – Desde quando e
como você começou a grafitar nas ruas?
Comecei na rua
mesmo com a pichação em 99 bem antes de fazer graffiti. Os primeiros graffiti que
fiz foi em 2003, daí pra frente comecei a fazer uns graffiti de onda, mas eu
era pichador, então, comecei a me dedicar sério
no graffiti em 2006.
2 - O que o grafitti
representa na sua vida?
Meu esporte.
3 – Qual foi o melhor
lugar que já pintou?
As escaladas são as melhores, uma vez a gente invadiu um
prédio abandonado no centro de Brasília, pintamos o ultimo andar inteiro do
prédio que devia ter uns 15 andares, e no final fomos para o topo do prédio e
marcamos nossos nomes de cabeça pra baixo no topo do prédio 4h da tarde na w3
norte e os turistas do hotel que tem ao lado tirando foto da nossa ação, foi
loko o dia.
4 – Hoje em dia
existem várias técnicas e inúmeros materiais para se criar um graffiti. Quais
materiais você utiliza?
Uso todos os materiais. Depende do trabalho que vou fazer.
5 – Como foi o inicio
do graffiti aqui em Brasília? Sabe de alguma história
interessante...grafiteiros bons que pararam?
Não sei muito bem como foi o começo da cena, porque não era
muito envolvido, quando comecei a me dedicar serio ao graffiti eu pintava muito
sozinho, só conhecia o rolê das pessoas, mais não fazia idéia de quem fossem.
Já vi muita gente boa dar um tempo, e até mesmo parar, cada um por um motivo
particular.
6– Qual é a sua
relação com o bomb e com o ato de pintar na rua?
Acho a atividade mais
louca, a adrenalina da rua é sinistra. Quando você sai no rolê do bomb não é só
o fato de pintar que está em jogo.
7 – Como você hoje em
dia o pensamento das autoridades em relação à arte urbana?
Isso é relativo, por exemplo, já aconteceu de eu estar no
bomb, passar a policia e não acontecer nada, e já aconteceu de estarmos
pintando uma parede autorizada e a polícia chegar pra perturbar.
8 – Sobre a pichação,
é um assunto polêmico, muitos dizem que não é arte, qual é a sua opinião sobre
o assunto? Comente a do DF...
Eu acho pixo doido de mais, acho bonito quando vejo um lugar todo
vandalizado. O movimento do pixo aqui no DF é bem diferente de outros
lugares do país, as letras, ideologias, aqui a galera tem muito a idéia
do territorialismo, o que gera muitas guerras, e é justamente isso que
menos gosto no pixo do DF, mais isso está mudando.
Idependente do senso comun pixo é arte sim.
Idependente do senso comun pixo é arte sim.
9 – Quais foram suas
influências e inspirações? Seja na História da arte ou na própria arte urbana
mesmo.
Muitas pessoas, ultimamente uma das minhas maiores
influencias é o Escher, tenho estudado muito o estilo dele.
10 – Muitos dizem que
o graffiti underground parou com devido ao aparecimento das galerias, concorda
com o aparecimento do grafite em galerias, que antes era só nas ruas?
Pra te falar a verdade não me incomodo com o fato do graffiti
ir pra dentro das galerias não, mais acredito
que a essência ta na rua.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Rua DF - Rolê na Madruga
Micro - Odrus
Banda
Toys
Turko
REFRI - Mello
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